Dia de Sol

Dia de Sol

Dia de Sol

Tarde de caminhadas pela cidade,
Pensando em caminhadas pela praia.
A música vai ao longe, fazendo simplesmente a gente viajar.
Somente viajar…

Tempo bom, tempo de procura.
uma procura talvez inútil,
Mas sempre há de ficar a sensação de que algo foi feito e nada foi deixado para traz.

Mundo difícil, cidade difícil
Olhos de mar…

A luz nos olhos, óculos escuro no rosto,
palavras ao vento,
o vento forte, ventando o que eu não sei…
Agora chegando em casa
no rádio \”Cat Stevens\” – Morning has broken…

Calma  e leveza, apesar de que em outro tempo, poderia até lágrimas fazer escorrer.

Meu amor onde estás?
Onde está o meu parceiro?
Onde é que está escondido?
Por que você não me responde?

Final de tarde, final de sol
Imagino o vento a levar meu pensamento
Meu rosto para as montanhas, no pôr do Sol
Meu corpo para a praia…
E você?
Parece que não existe
Vive fugindo de mim
E eu … tanta coisa para contar
Tanta coisa…

Você chuva de pensamento!

E você meu amor?
Você que me entenderá
Que para você, eu seria a menina dos seus olhos.
Seus olhos

Seu sorriso, meu abraço
Meu beijo, meu mar inteiro.

Até quando?

Até quando vou suportar viver sem você?
Até quando?

S.Carneiro

A chave

Nem tudo na vida se sente tocando…
Nem tudo na vida se sente o aroma…
Muitas vezes a vida te dá oportunidades de sentir outra sensações.
Oportunidades de refletir sobre sentimentos abandonados, esquecidos,
Deixados dentro de uma gaveta.
De uma gaveta trancada com chave.

\"brasil-oct_2011-189\"

E a chave?
Sei lá?
Perdida?
Jogada no mar?

Mas nós sabemos.
Tudo que jogamos no mar,
Mas cedo ou mais tarde é devolvido.
O mar devolve e questiona.
Por que?

Mas a chave nem sempre é a mesma que foi jogada.
Não é a sua.
A sua ele carregou pra muito longe.
E para outra pessoa entregou.

Estas sensações: o mar dá um jeito de você provar.
Elas são experimentadas na mente.
elas são construídas em detalhes através de palavras escritas
São construídas através da imaginação e do olhar.

A chave da gaveta do meu coração foi encontrada
E aberta novamente está …

Mas…

Eu não sei o que tem dentro dela…

 

S. Carneiro