Amor em mim

Na manhã,

O sol entra pela varanda acordando as flores, as árvores
E abrindo os seus lindos olhos.

Você chuva na grama,
Sol na vida,
Flor do meu jardim.

Você manhã de sol,
Ondas do mar, brisa leve
Amor em mim.

Sensação diferente
Presença existente
Luar sem fim.

S. Carneiro

Eu

Pensei tanto
Olhei tanto
escrevi tanto
que no final
se resume em palavras, em atos
que o tempo apagará
somente quando
nesse mundo
Já não houver espaço para o sentir,
para o real de tocar.

As nuvens passam
os dias passaram
no tempo o que sobrará
é aquele sorriso e aquele olhar
naquela tarde,
enfim.

A lembrança do verdadeiro sentimento
cantando e dito
que fiz no seu coração.

S. Carneiro

A chave

Nem tudo na vida se sente tocando…
Nem tudo na vida se sente o aroma…
Muitas vezes a vida te dá oportunidades de sentir outra sensações.
Oportunidades de refletir sobre sentimentos abandonados, esquecidos,
Deixados dentro de uma gaveta.
De uma gaveta trancada com chave.

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E a chave?
Sei lá?
Perdida?
Jogada no mar?

Mas nós sabemos.
Tudo que jogamos no mar,
Mas cedo ou mais tarde é devolvido.
O mar devolve e questiona.
Por que?

Mas a chave nem sempre é a mesma que foi jogada.
Não é a sua.
A sua ele carregou pra muito longe.
E para outra pessoa entregou.

Estas sensações: o mar dá um jeito de você provar.
Elas são experimentadas na mente.
elas são construídas em detalhes através de palavras escritas
São construídas através da imaginação e do olhar.

A chave da gaveta do meu coração foi encontrada
E aberta novamente está …

Mas…

Eu não sei o que tem dentro dela…

 

S. Carneiro

A sabedoria do não acumular

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Eu me pergunto o que poderia dizer sobre o amor! É tão difícil descrever o amor. O amor apenas esta aí. Você poderia provavelmente vê-lo em meus olhos, se viesse e olhasse dentro deles. Eu me pergunto se pode senti-lo quando meus braços se estendem num abraço.

 Amor.

O que é o Amor?

 Se o amor não é sentido em meus olhos, em meus braços no meu silêncio, então não pode nunca ser descoberto a partir das minhas palavras.

São Francisco diz:

–      “O coração pode falar com a pedra – o amor extremo revela este mistério”.

 São Francisco de Assis estaria hoje certamente num manicômio. Falando com as árvores, dizendo a uma amendoeira: “Irmã, cante de Deus para mim”. E não só isso, ele escutava a canção que a amendoeira cantava! Louco! Precisa de tratamento!

 Ele falava com os rios e com os peixes e afirmava que os peixes lhe respondiam. Ele falava com pedras e rochas – são necessárias mais provas de que ele era louco?

 Ele era louco. Mas você não gostaria de enlouquecer como São Francisco de Assis? Apenas pense na capacidade de ouvir a amendoeira cantando, e o coração que pode sentir irmãos e irmãs em árvores, o coração que pode falar com as rochas, o coração que vê Deus em todo lugar, por toda a volta, de toda a forma.

 Este deve ser um coração de extremado amor; extremo amor revela este mistério a você. Mas para a mente lógica, claro, estas coisas não têm sentido.

 Para mim estas são as únicas coisas que valem. Enlouqueça, se puder; enlouqueça do coração.

 Comumente o que chamamos de amor não é amor realmente. Nós estamos demandando, pedindo. O amor comum está como pedindo: “Dá-me, dá-me mais”. O amor real diz “tira-me, tira-me mais”. Quando o amor dá, é verdadeiro; quando anseia Ter, é falso. E o amor, quando dá, irradia, pulsa.

 Não acumule ou calcule o seu amor. Não seja pão-duro. Você vai perder tudo. Deixe o seu amor florescer e compartilhe, dê, deixe-o crescer.

 Um grande rei tinha três filhos, e queira escolher um como seu herdeiro. E estava muito difícil, porque todos os três eram muito inteligentes, muito corajosos. E eles eram trigêmeos – todos da mesma idade – portanto não havia como julgar. Então ele perguntou a um grande sábio, e este sugeriu uma idéia.

 O rei foi para casa e chamou os três filhos. Deu a cada um deles um saco de sementes, e disse-lhes que estava partindo numa peregrinação religiosa. “Levará alguns anos: um, dois, três, talvez mais. E este é uma espécie de teste para vocês. Vocês terão que me devolver estas sementes quando eu voltar. E aquele que melhor as proteger será o meu herdeiro”. E partiu para a peregrinação.

 O primeiro filho pensou: “O que devo fazer com estas sementes?” Ele as trancou num cofre-forte, porque, quando seu pai retornasse, teria de devolvê-las como estavam.

 O segundo filho pensou: “Se eu as trancar como fez meu irmão, elas morrerão. E uma semente morta não é uma semente de jeito nenhum.” E pensou: “Quando meu pai chegar, irei ao mercado, comprarei novas sementes, e as darei a ele, melhores que as primeiras.”

 Mas o terceiro foi até o jardim e jogou as sementes por todo o lugar.

 Após três anos, quando o pai retornou, o primeiro filho abriu o seu cofre. As sementes estavam todas mortas, fedendo. E o pai disse: “O quê? São estas as sementes que eu lhe dei? Elas tinham a possibilidade de brotar em flores e dar grande perfume e estas sementes estão fedendo! Estas não são as minhas sementes!” O filho insistiu que eram as mesmas sementes, e o pai disse: ”você é um materialista”.

 O segundo filho correu ao mercado, comprou sementes, voltou para casa e as mostrou ao pai. O pai disse: “Mas estas não são as mesmas. Sua idéia foi melhor que a primeira, mas você ainda não é tão capaz como gostaria que fosse. Você é um psicólogo.”

 E foi até o terceiro com enorme esperança, e medo também. “O que ele fez?” E o terceiro filho o levou até o jardim e lá estavam milhões de plantas brotando, milhões de flores por toda a parte. E o filho disse: “Estas são as sementes que me deu. Assim que estiverem prontas, eu colherei as ementes e as devolverei!”

 O pai disse: Você é o meu herdeiro. É assim que se deve fazer com sementes.”

 O acumulador não compreenderá a vida, e a mente calculista também a perderá. Apenas uma mente criativa pode entendê-la. Esta é a beleza das flores, elas não podem ser acumuladas. Elas representam Deus: Deus não pode ser acumulado. Elas representam o amor: o amor não pode ser acumulado.

 O amor é a pura doação de um coração para outra coração…

Autor: desconhecido